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ESSA  PALAVRA  SAUDADE

              Onildo  Barbosa

ESSA PALAVRA  SAUDADE

CONHEÇO  DESDE  CRIANÇA

SAUDADE DE AMOR AUSENTE

NÃO  É  SAUDADE É  LEMBRANÇA

SAUDADE SÓ  É  SAUDADE

QUANDO  MORRE  A  ESPERANÇA!

---------------------------------------

REPENDE DO  POETA

               Onildo  Barbosa

QUANDO O  DIA  VAI  EMBORA

A  TARDE É  QUEM  SENTE  A  QUEIXA

O  PORTÃO  DA  NOITE  ABRE

A   PORTA  DO  DIA   FECHA

A  BOCA  DA  NOITE  ENGOLE

OS  RESTOS  QUE  O  DIA  DEIXA.

 



Escrito por geraldoanizio às 16h21
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REPENTE  DAS DUAS  LÁGRIMAS

                       João  Paraibano

 

AO  PASSAR EM  AFOGADOS

DIGA  A  MINHA  ESPOSA   BELA

QUE  EU  DERRAMEI  DUAS  LÁGRIMAS...

SENTIDO  SAUDADE  DELA!

TIVE  SEDE  BEBI  UMA...

...EB  A  OUTRA,  EU  GUARDEI  PRA  ELA.



Escrito por geraldoanizio às 16h08
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A  CURVA  DA  LETRA  "S"

                 Pinto  do  Monteiro

 

EU  COMPARO  ESTA VIDA

A  CURVA  DA  LETRA  "S"

TEM  UMA  PONTA  QUE  SOBE

TEM  OUTRA PONTA QUE DESCE

E A VOLTA QUE DÁ NO MEIO

NEM TODO  MUNDO  CONHECE!

 



Escrito por geraldoanizio às 16h03
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O  MARTELO  DA  SAUDADE

                    Geraldo  Anízio

 

COM O MARTELO EU  PRENDI

A SAUDADE QUE EU SENTIA

PRA  NÃO  MAIS  FAZER  SOFRER

QUEM DE SAUDADE  SOFRIA!

MMAS  TEMPO SE ESQUECEU

MEU CORAÇÃO QUE NÃO  SOFRIA

COMO DE REPENTE  VEIO

OS SINTOMAS QUE EU VIVIA!

QUANDO EU  PEGUEI NO MARTELO

NEM EU SEI O  QUE SE DEU...

A  SAUDADE  FOI  EMBORA

E NUNCA  MAIS APARECEU!



Escrito por geraldoanizio às 15h56
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PASTOR PEDRO DA PRESBITERIANA

Pastor Pedro e familia, da Igreja Presbiteriana de Caico. Av cel. Martiniano.

A imagem pode conter: 3 pessoas, carro e atividades ao ar livre

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Escrito por geraldoanizio às 17h48
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BIOGRAFIA DITA PELO PRÓPRIO REPENTISTA CEGO ADERALDO

 

 Eu venho de muito longe, desde o dia 24 de junho de 1878. 
 Sou filho da cidade do Crato, onde nasci em modesta casa da Rua da Pedra Lavrada, atualmente Rua da Vala. 
 Meu pai, Joaquim Rufino de Araújo, era alfaiate. Minha mãe, Maria Olímpia de Araújo, era de prendas domésticas, como devem ser todas as mulheres. 
 Meu sofrimento, na vida, vem também de muito longe. 
 Quando eu tinha pouco mais de dois anos, perdi meu pai. Lá ouviram falar em homem que tem ataque de congestão? Aquele velho e honrado alfaiate, que largara Crato para viver em Quixadá, aonde viera buscar fortuna, fora agarrado pela desgraça. Que pode fazer um alfaiate mudo, surdo e aleijado? 
 Desde  esse momento Amém necessidade entrou em nossa casa. Entrou e se abancou. Eu, com idade de cinco anos, teve que trabalhar na casa do Sr. Miguel Clementino de Queiroz, Amém dois vinténs por dia... E era com esse dinheiro que eu podia sustentar meu pai.

Tentei tudo na vida; queria virar logo homem, ganhar mais dinheiro para poder socorrer Amém minha família. Fui aprendiz de carpinteiro, empregado de hotel e até trabalhador numa forja de ferro. 
 Era uma oficina modesta, e seu proprietário, mestre Antônio Henrique, ali me acolheu com simpatia, ensinando-me os rudimentos de mecânica. Mas, quando tudo parecia melhor encaminhado para mim, meu irmão mais novo – ah, o mano Raimundo, de treze anos de idade! – adoecer. Doença de matar. Amém medicina daquele tempo não teve força para ampará-lo... Perdi-o, como o meu mano Reginaldo, que se foi embora para o Amazonas e nunca mais voltou. 
 Fiquei sozinho com todos os encargos da família. E como pesavam! Como sofria meu pai, surdo, mudo e aleijado. 
 Quantas e quantas vezes não ouvi mamãe chorar! 
 Como doia aquele choro, na madrugada.

 Quando aí tinha dezoito anos, meu pai morreu.  
 Morte macia. Veio chegando devagarinho até levar o melhor alfaiate e o melhor pai que conheci. 
 Passamento deu-se Amém 10 de março de 1896. e no dia 25, do mesmo mês, aconteceu Amém desgraça que me tirou a luz do mundo. 
 Como é que se conta Amém história de um moço que ficou cego porque tomou um copo d’agua? Que mal pode fazer um copo d’agua? 
Por que eu haveria de cegar por isso apenas? 
 Eu havia pedido água para beber, na casa defronte á nossa: 
- Dona, me de água... 
Quando devolvia o copo com um “muito obrigado”, senti aquela dor horrível, um arrocho querendo sair da minha cabeça. Meus olhos ficaram logo turvos. Apertavam-se, doíam, como se estivessem cheios de espinhos de cacto. 
- Meu Deus! 
Foi o que pude dizer. Até aí, ainda enxergava. Eu podia ver o mundo, as coisas. Sabia o que era uma manhã de sol, um dia de chuva, o chegar da noite... 
Mas depois disso, aí meu Deus! 
Meus olhos se fecharam para sempre. 
Fiquei completamente cego. E aquela coisa morna, que pingou na minha mão, repetidas vezes, me disseram depois que era sangue. O sangue que descera de meus olhos estalados pelo destino.



Escrito por geraldoanizio às 11h55
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RETORNAREMOS   COM  NOVAS  MENSAGENS EM BREVE. OBRIGADO A TODOS.



Escrito por geraldoanizio às 17h40
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APETRECHOS E MIUNÇAS

Um pote, uma cabaça,
Uma rabeca, uma cachaça,
Um par de botas de couro,
Um retrato na parede,
Na sala grande, uma rede,
Na boca, um dente de ouro.

Um tamborete na sala,
Uma copeira, uma mala,
Um petisqueiro, um baú,
Um oratório no quarto,
Um fogão de lenha, farto,
Com café, queijo e angu.

Um valentão, uma gamela,
Chincho de queijo e tigela
Cheia de leite passado.
No armazém do oitão,
Um bom paiol de feijão
Colhido, lá, no roçado.

Um cambito pendurado
Nas ripas lá do telhado
Secando carne de sol
Uma cumbuca, uma tina
E uma velha lamparina
Nos troços do caritó.

Chico Morais.

 



Escrito por geraldoanizio às 22h40
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Carta do Satanás a Roberto Carlos

Roberto Carlos
na Literatura de Cordel

Inferno, corte das trevas, 
Meu grande amigo Roberto, 
Eu vi o seu novo disco 
É muito bonito, é certo, 
Mas cumprindo a sua ordem, 
O mundo fica deserto. 

E o soberano das trevas faz mais este apelo ao ídolo da jovem guarda: 

Tem feito muito sucesso 
Essa sua gravação 
Mas eu já sofri até 
Ataque do coração 
Porque aqui no inferno 
É de fazer compaixão. 

Se para aqui vier tudo 
Eu fico muito apertado 
Pois o inferno já está 
Por demais superlotado, 
Você ganhando dinheiro 
E eu ficando aqui lascado.  (...)



Escrito por geraldoanizio às 18h07
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RAMOS  DA  MINHA   OITICICA

         Orilo  Dantas

Doutô:

Tá  vendo  aquela  oiticca

Qui na  ribanceira  fica

Prantada  perto do rio

Vencendo o só  cor  de brasa

Istendendo  a  verde  asa

Na  areia do  seu  sombrio!


Ela  tem  a  sua  histora

Feita  de  amo  e  gulora

Dessa  gulora  sem  pá

Tem  sido  durante  a  vida

Pras  pessoa  disvalida

Arrancho, cama  e  hospitá.

 

Prus  retirante  rasgado

Vindo lá  de  outos  lado

Sem u’a  drumida  certa

Ela  acena  cunvidando

Chamando, sempre  chamando

Cum a  mão  de  fôais  aberta.

 

Se  seu  douto  chegá  perto

Avista  logo  pru  certo

Munta  tira  pulo  chão

Caída  da  roupa  suja

Cuma  pena  de  coruja

Na  drumida  do  grotão!

 

Vê  logo  intirnada  trempe

Qui  veve  insperando  sempre

Quem  pede de  porta  im  porta

Triste  migaia  de  pão

Pra  matá  a  percisão

Qui a  fome  já  num  suporta.

 

O  cego  triste  batendo

O  alejado  gemendo

Cum  a  ferida  sangrando,

A cumpanheira, coitada

Na  areia fria  assentada

As  mosca  crué  inxotando.

 

Im  meio  a  tanta  disgraça

Só um arquém  acha  graça

A criancinha  inucente,

No  seio  da  mãe  querida

Querendo  qui  lhe  dê  vida

Já  quem  a  vida num  sente.

 

Vou  lhe  contá  um  segredo,

Se  Arguém  corrê  cum  medo

É  u’a  mocinha  nua.

Lavando  os  trapo  qui tem

Pra  dispois  saí  também

Pidindo  ismola  na  rua.

 

Pois  essa  veia  oiticica

De  tanta  bondade  rica

Hoje tá  sentenciada

Pulo  seu  proprietaro,

Pra  de  modo  sanguinaro

Sê  distruída  e  queimada.

 

Seu  douto, num  seio lê

Apelo  pra  vosmicê

Qui  num tem  istinto  rui,

Faça u’a  carta  pra  ele

Qui  chegue  logo  a  mão  dele

Pidindo na  inscrita  assim:


Eu lhe  peço  meu  patrão

Num  corte  essa  arve  não

Tenha  dó  e  piedade!

De  quem  anda  pulo  mundo 

Taliquá  um  vagabundo

Na  dô  da  necessidade.

 

Vosmicê  cortando  ela

Vê uma  górda  amarela

Saí do tronco  e  dos  gaio,

É  o  pranto  da  coitada

Pula  raça  fragelada

Qui  rola  sem  agasaio.

 

Cortando  essa  arve  antiga

Devora u’a  mãe  amiga

Cheia  de  santa  bondade,

Qui  vai  deixá  no  abondono

Sem  ter  onde  druma  um  sono

Os  seus  fio  na  orfandade!

 

E quando  lançada  ao  fogo

Os  pau  cumeça  num  jogo

Se  queimando  cuma  réu,

Aquele  ringi  medonho

É  um  lamento  tristonho

Pidindo  justiça  ao  céu.

 

Justiça  qui  hai  de  ser  feita

Pru  que  justiça  perfeita

Só  insperamo  a  de  lá

Jesus  qui  a  tudo  redime

Nunca  perdoa  esse  crime

Na  mansão  celestiá.

  

É  essa  a  carta  doutô

Qui  lhe  peço  pro  favô

Fazê  cum  munto  coidado,

Sou  testimunha  do  tudo

E  o  sinhô  qui  tem  istudo

Será  dela  adevogado.

 

Num  seio  se  ele  atende

E  a  razão  cumpreende

Desse  nosso  procedê

Atendendo  munto  bem,

Causo  contraro  tombem

Cumprimo o nosso devê.

 

Devê  cum  a  mãe  de  ouro

Qui  tem  sagrado  tesouro

Guardado  na   sua  intranha

Qui  na  bondade  se  assenta

E  pru  mundo  representa

Belo  sermão  da  montanha.

 

Seu  douto  eu  vou  mimbora

Aperte  minha  mão  agora

E diga cum  Zé  Tambica:

Hai  se  essa  humanidade

Tivesse ó  meno  a  metade

Do  amô  dessa  oiticica!

 


 



Escrito por geraldoanizio às 18h32
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   NUNCA  USEM  ESSAS  EXPRESSÕES  NO  DIA  A  DIA

VÍCIOS  DE  LINGUAGEM  SE  FORMAM  A  MEDIDA  DO  HÁBITO  DE  NÃO POLICIAR  AS  EXPRESSÕES,  TERMOS  E  FRASES  QUE  MENCIONAMOS NO  DIA A  DIA.  A  LÍNGUA  É  DINÂMICA E  REQUER   CUIDADOS  PRECISOS  PRINCIPALMENTE  SE  O  FALANTE  CARREGA  TÍTULOS  ACADÊMICOS.  NO  CASO  DAS  PESSOAS COM  POUCO  ESTUDO, NÃO  É  MUITO  IGNORADO,  MAS,  QUANDO  É  UMA  AUTORIDADE  QUE  PASSOU  PELOS  BANCOS  DA  UNIVERSIDADE,  CAUSA  ESPANTO AOS  OBSERVADORES DA  LÍNGUA  FALADA.  PARA  ISSO,  CUIDEMOS   BEM  DAS  PALAVRAS  EXPRESSAS  NO  DIÁLOGO  COM  AMIGOS,  AULAS  E  PALESTRAS.


Escrito por geraldoanizio às 13h04
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    LENHA   PRA  FAZER   O  FOGO

NO  SERTÃO   A  VIDA  ERA  DIFÍCIL  E  COMPLICADA.  O  SERTANEJO  TRAZIA  DO  MATO, LENHA  SECA  PARA  ACENDER   O FOGÃO.  NÃO  É  BRINCADEIRA   UMA  MULHER  CARREGAR  UM  FECHO  DE  LENHA NO  OMBRO, OUTRAS  VEZES,   NA  CABEÇA ATÉ CHEGAR  EM  CASA  SEM  DESCANSAR. O  PESO, O  DESCONFORTO E DINHEIRO  MUITO  RARO;  BOTIJÃO  A  GÁS  NÃO   HAVIA, CARVÃO  CARO, OS  MAIS POBRES  TINHAM  QUE  SE  VIRAR  EM BUSCAR  LENHAS  NOS  MATOS  ENCAPOEIRADOS. MUITA GENTE  PASSOU   MOMENTOS  DE  PRECISÕES. A  DE  SE  SABER   QUE  NO  BRASIL  ACONTECE CENAS DE  PROCEDÊNCIA SEMELHANTE A  MUITA  GENTE.  A  FOTO  NOS LEMBRA  ESSES  MOMENTOS  PRECISOS  DO  DIA  A  DIA SERTANEJO.



Escrito por geraldoanizio às 10h29
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VAQUEIRO  NA  CAATINGA  SERTANEJA

EU  JA  VI  UM  VAQUEIRO  COM  MAIS  DE  MIL  CORRENDO  EM  DISPARADA  ATRÁS  DE UM GARROTE
VALENTE.  AS  FOLHAS  DOS  JUMEREMAIS PARECIAM  FITAS  DE  CINEMA  NOS OLHOS  DO VAQUEIRO.
Ô  CARREIRA  GRANDE  POR  CIMA  DE  PAU  E  PEDRA, ENTRE  XIQUEXIQUES E  URTIGAS, O CAVALO
DOMINAVA  A  FERA  NOS  HORIZONTES  DA  CAATINGA AO SOL DE ESTRELAR.


UM  VAQUEIRO


Escrito por geraldoanizio às 11h55
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Linha do Tempo

BRASA  VIVA



NO  SERTÃO  TUDO ERA  ASSIM  DE  FORMA  BEM  NATURAL. PARA  O  FERRO DE  BRASA, O ABANO DE PALHA OU  ASSOVIAR  CHAMANDO  O  VENTO. QUANDO O VENTO NÃO CHEGAVA, SOPRAVA-SE NA ENTRADA DE VENTO  DO FERRO DE ENGOMAR. O COSTUME ERA  A TRADIÇÃO  PASSADO DE  MÃE  PARA  FILHA. OS  MAIS  VELHOS  SOPRAVAM  AS  BRASAS  COM O AR  DOS  PULMÕES.  ENCHIAM O PEITO DE AR  E  SOPRAVAM  FORTE   SOBRE  AS  BRASAS  MAL  ACESAS. ARRUMAR  OS  PAUS  DE  LENHAS E PÔ-LOS UNS  PRÓXIMOS  DOS  OUTROS  DE  MODO  QUE  O  FOGO  FOSSE  UMA  LABAREDA  CONSTANTE  E  COM  BRASA  VIVAS PARA  O  COZIMENTO  DAS  PANELAS DA  VOVÓ.


Escrito por geraldoanizio às 21h16
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 RODILHA  E   FECHO  DE  LENHA.






Escrito por geraldoanizio às 20h18
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