Blog do Geraldo Anizio Caicó
 

A  FAMÍLIA  DE  JOÃO  CU-CU

 

O DONO DA PENSÃO CHAMAVA-SE OCEANO ATLÂNTICO  LINHARES CASADO  COM ADRIANA COSTA VASO VELUDO. O FILHO MAIS VELHO VICENTE PICA PAU VELUDO PRIMO DE FRANCISCO DIAS BEM BOM, ARRANJARAM UMA BRIGA POR CERTA MOÇA DE NOME GRACIOSA RODELA D’ALHO. O IRMÃO DE GRACIOSA,  ESPARADRAPO CLEMENTE DE SÁ MATOU O NAMORADO DA IRMÃ VICENTE PICA PAU POR TER OFENDIDO A IRMÃ DELE E NÃO QUERER CASAR-SE. ESPARADRAPO FUGIU DA CIDADE E SE REFUGIOU NA FAZENDA DO CORONEL BRANDAMANTE BRASIL. BENEDITO CAMURSA AVELUDADO QUE ERA IRMÃO DE OCEANO ATLÂNTICO DENUNCIOU O CRIME AO DELEGADO DEZECÊNCIO FEVERÊNCIO DELEGAS QUE POR SUA VEZ TOMOU AS PROVIDÊNCIAS EM DELIGÊNCIAS A PROCURA DO CRIMINOSO ESPARADRAPO CLEMENTE. O PAI DE ESPARADRAPO O Sr. CÉU AZUL DO SOL POENTE,  POETA E TROVADOR, TRATOU DE FALAR  COM O Dr. JOAQUIM COUVE FLOR MALVAS ADVOGADO DE DEFESA E  GANHADOR DE CAUSAS CRIMINAIS NA REGIÃO.  O PAI DE GRACIOSA  ADÃO  KODAK CONTRATOU  ÀS  ESCONDIDAS  UM PISTOLEIRO  PARA ASSASSINAR  O FUGITIVO. CERTA  NOITE, O PISTOLEIRO UM TAL DE ANTÔNIO CARNAVAL QUARESMA ACERTOU O TRARO POR DEZ MIL RÉIS QUE FORA DIVIDO COM UM OUTRO PARCEIRO ABC LOPES. ANTÔNIO  CARNAVAL VEIO POR INDICAÇÃO  DE DANILO  DE  CADÊ  NEGÓCIO CUJO INTERESSE TEVE EM RECEBER PARTE DO DINHEIRO DE  ANTÔNIO  CARNAVAL. O PARCEIRO DE ANTÔNIO CARNAVAL, ABC LOPES AO TOMAR CHEGADA NA FAZENDA DO CORONEL BRANDANTE BRASIL RECONHECEU O CRIMINOSO ESPARADRAPO QUE ERA CASADO COM UMA DAS TIAS DELE A Sr. ARICLÉIA CAFÉ CHÁ. TUDO FICOU REVERTIDO A COMPREENDER,  ESPARADRAPO DOBROU A OFERTA AOS PISTOLEIROS PARA EXECUTAREM O MANDANTE DA MORTE DELE O Sr. ADÃO KODAK. DESTA FEIT, NO DIA DE FEIRA QUANDO O Sr.ABC KODAK VERSEJAVAM COM OUTRO AMIGO O Sr. UM DOIS TRÊS DE OLIVEIRA QUATRO, OS PITOLEIROS ATIRARAM DE UMA ESQUINA ATINGINDO FATALMENTE O Sr. UM DOIS TRÊS DE OLIVEIRA QUATRO QUE NÃO TINHA NADA A VER NA HISTÓRIA. O PISTOLEIRO ABC LOPES FUGIU EM UM CARRO DE PRAÇA DO Sr. SEBASTIÃO SALGADO DOCE, E,  ANTÔNIO CARNAVAL FOI PRESO EM FLAGRANTE PELO CABO DE POLÍCIA ZERO FONSECA QUE POR COINCIDÊNCIA ERA PRIMO CARNAL DE  GRACIOSA RODELA. UM ANO DEPOIS DESSA HISTÓRIA TODA NASCEU A FILHA DE GRACIOSA RODELA COM VICENTE PICA PAU QUE MAIS TARDE TORNOU-SE A JUÍZA DA PRIMEIRA VARA CRIMINAL. ESTA HISTÓRIA FOI CONTADA POR JOÃO DA MESMA DATA QUE CONHECEU A FAMÍLIA DE GRACIOSA RODELA. JOÃO É HISTORIADOR QUE TAMBÉM FOI CASADO COM UMA PARENTA DA FAMÍLIA  DA Sra. CAFIASPIRINA CRUZ QUE SOBERA POR SUA VEZ NUMA HISTÓRIA DE CORDEL CANTADO PELO POETA ROLANDO DE ALTO A BAIXO DA ESTRADA.  AGORA PASSO PARA TODOS VOCÊS.



Escrito por geraldoanizio às 21h31
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Escrito por geraldoanizio às 22h36
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Parto  e Resguardo

Era um termo que no passado ainda próximo de nós,  dizia-se do período após o parto, em que a mulher ficava acamada ou em repouso pelo menos uns 15 dias. Nesse meado  por mais que fosse pobre a mulher, gozava da primazia de uma dieta a rigor recomendada pelas parteiras ou de outras pessoas com mais experiências em partos. Na minha cidade natal São João do Sabugi/RN, Ana Salvino era a parteira da cidade. Foi ela quem me pegou – porque este era o termo utilizado até os anos 50s e 60s. Ana Salvino pegou  muitos  filhos  durante a trajetória da vida dela. Ela mesma sabia os bons tratos recomendados e aplicados por exigência da disciplina do resguardo, ao cumprimento do repouso, à dieta rigorosa para não quebrar o resguardo. Raramente as famílias modernas passam de dois filhos. Naquele tempo, muito comum era a família com mais de dez filhos, outras somavam mais de quinze. As senhoras  tinham  filhos  consecutivamente ano a ano, até que, chegassem a uma idade não mais próspera a procriar. Mesmo assim os cuidados empíricos eram levados a sérios. Devido aos múltiplos  partos, com a idade a  mulher chegava a sofrer  do lapsoulterino  que era o estrangulamento do canal vaginal.  As coisas do passado guardam reentrâncias  memoráveis de um tempo no qual a surpresa tênue de uma barriga de nove meses a mãe não suponha nenhum traço do feto que ela mesma gerava ao dispor da naturalidade.  Sem sonoplastia ou pré-natal,  os paninhos e as essências  da folhagem do velame perfumavam  o doce nascimento de um filho ao lado de uma mãe em resguardo total.



Escrito por geraldoanizio às 22h15
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                   O Doutor Matuto e o Matuto Doutor

 

                              De:      Geraldo  Anízio

 

 

Na travessia do rio                  Lamento caro nativo

O matuto e o doutor                Deixa-la assim esquecida

Na canoa em diálogo              Se não sabes, tu perdeste

O doutor lhe perguntou:         Outra parte desta vida!

 

Estudaste ecologia?                O matuto se deu conta

Com vergonha respondeu       Com a água na canoa

O matuto meio tímido:            Foi olhando pro doutor

-Só de rio entendo eu.             Que estavas numa boa.

 

Eloqüente o doutor                  Seu doutor num mi sensuri

Com resposta tão sabida          Com  qui eu vô li fala;

Respondeu-lhe com postura:   Se na sua facudade

-Perdeste parte da vida.           Cê aprendeu a nadá?

 

O doutor inda lhe disse:          O doutor ficou surpreso

-E sobre a biologia?                Voltando logo pra si;

-Óh, meu caro canoeiro,         Sou um homem da ciência 

Que trabalhas neste rio?         A nadar nunca aprendi!

 

-Pro mode, não sinhô             -Óia! A canoa tá furada

Nem da tá ôvi fala.                 Seu doto  num tem saída;

-O meu pai só mi insinô         Si num aprendeu a nadá

Neste rio a navegar!               Perdeu toda a sua vida!

                                               Ah!Ah!Ah!...



Escrito por geraldoanizio às 23h09
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       LOUVAÇÃO  A  CAICÓ

         De  Geraldo  anízio

 

           Canto  I

 

Senhores peço licença

Abro aqui meu coração                                                                                                                                                                                    

                        Mostrando a todos presentes

Esta humilde louvação.

Sacolejo a memória

Desato a ponta do nó

Rimando coisa com coisa

Na métrica de um verso só.

Salve Alteza sertaneja

Rainha do Seridó

Morada  Vila do Príncipe

Cidade de Caicó.

Louvo a prece do vaqueiro

A capela de rezar

A casa velha de pedra

A primeira do lugar.

Louvo o poço de Santana

Toda pedra desse chão

Salve o cruzeiro da capela

Querido São Sebastião.

Exalto Caicó antigo

Do começo até o fim

Do Professor Padre Guerra

Na Escola de Latim.

Louvo Amaro Cavalcanti

Nobre na advocacia

Ex-Prefeito Carioca

Irmão do Pe. João Maria.

Louvo o arco de Santana

Viva a Praça da Matriz

Louvo Benedito Leal

E o saudoso Pedro Diniz.

Louvo o padre nosso eterno

De mãos postas no andor

Louvo um terço bem rezado

Pelo Padre Antenor.

Salve o Clube dos Morenos

E o poder do santuário

Viva o mestre Noel

Todos negros do Rosário.

Glória à cidade do Príncipe

Dos doutores e menestréis

Das senzalas e dos chicotes

Dos senhores coronéis.

Louvo o padre louvo o Filho

Para não perder de vista

Louvo Adelço Balaieiro

E Severino Comunista.

Louvo o Rio Barra Nova

E o capim fazendo trança

Só não louvo a preguiça

E o cheiro da matança.

Salve o Rio Seridó

Semeando o Sertão

Por isso é tão famoso

Dando nome a região.

Não me canso do meu louvo

Mais parece uma ladainha

Louvo a mão tão generosa

Da querida Mãe Quininha.

Bravo a quem trouxe a coragem

Embrulhada no seu plano

De fundar em Caicó

O Ginásio Diocesano.

Louvo todo o seu ofício

No primeiro episcopado

Esse engenheiro da fé

Mestre Dom José Delgado.

Louvo o clero e a oratória

Curando as fendas das dores

Louvo a hóstia consagrada

Na boca dos pecadores.

Louvo os antigos sacerdotes

Banhados de disciplina

Enxugando os novos dotes

Dos pequenos coroinhas.

Viva o sermão de Antenor

Pelo sinal Salve Rainha

Quem rezou o padre nosso

Pensando na ladainha.

Louvo o sino da igreja



Escrito por geraldoanizio às 22h06
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         II   canto

O jeep de Padre Balbino

A simplicidade dos mestres

Dom Tavares e Adelino.

Louvo o cálice e a batina

Louvo o sim louvo o não

Louvo a janela da alma

Na hora da comunhão.

Viva o dinheiro da Santa

Os fiéis na procissão

Os devotos que fizeram

Promessas de pé no chão.

Louvo a missa na família

Salve a aliança na mão

Louvo o beijo no altar

Viva o professor Galvão.

Louvo o professor na lousa

Salve a postura de pé

Louvo o Padre Ausônio Tércio

Na Capela  São José.

Todo dia no altar

Às seis horas está de novo

Celebrando o pão e o vinho

Comungando com seu povo.

Salve o campo do Ginásio

Quem também estudou cedo

Viva quem foi aplicado

Pelo o Mons. Walfredo.

Viva quem comeu o coco

Quem chupou a macaíba

Quem também jogou peão

Lá no bairro Paraíba.

Viva a Baixa da Cachorra

Todo povo está lembrado

Viva a Baixa da Coruja

Bairro do Cacete Armado.

Louvo o Alto do Urubu

E o centro da cidade

Louvo o Cine de seu Clóvis

Na praça da Liberdade.

Louvo a praça de automóveis

O respeito à contramão

No volante Deolino

E o saudoso Chico Mamão.

Louvo no Mercado Público

Cobra Choca oculista

Vendendo óculos de graus

Para os de curta vista.

Viva a rua da Cadeia

O motor velho da luz

O açude da intendência

E o barreiro lá da cruz.

Louvo o caminhão da feira

E a feira de Santana

Também louvo Velho Chico

Da Casa Copacabana.

Louvo a festa de Santana

Da pipoca e do algodão

Dos cavalos do Parque Lima

Das canoas e do avião.

Vou louvando o que recordo

Louvo até Oscar Balé

Louvo Nezinho  Vicente

Goldofredo e Siloé.

Viva a Praça José Augusto

E o povo dessa terra

Os alunos que estudaram

No Grupo Senador Guerra.

Louvo a Emissora Rural

Dentro do contentamento

Palmas para os violeiros

Chico Mota e Nascimento.

Louvo o saudoso Bolo –Bolo

Dando a manchete do Diário

Viva quem leu a cartilha

De Joaquim Apolinário.

Louvo o Padre Agripino

Na bênção sacramental

Viva as torres da igreja

E a porta da Catedral.

Vou louvando cada coisa

O nome que é conhecido

Pra que nessa rima torta

Não fique nada esquecido.

Louvo a água saborosa



Escrito por geraldoanizio às 22h04
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        III  canto

Do açude do Itans

E a saudosa reverência

Do Prof. Padre Itã.

Louvo Generina Vale

Viva Valdemar Cordeiro

Louvo João Felipe da Silva

Que veio do Umbuzeiro.

Louvo Zé Lázaro da Esperança

No comércio teve dom

Viva Girson da Farmácia

E também seu  Cleodom.

Vou louvando cada nome

Misturando os tratamentos

Citando pretos e brancos

Neste raro testamento

Não sendo somente os nobres

Gerando um descontentamento.

Louvo o rico e louvo o pobre

Com toda a sinceridade

Exalto Chico Tucano

Na sua simplicidade.

Louvo também Zé do Ouro

O mais rico da cidade

Louvo as irmãs dos pobres

Da Casa da caridade.

Louvo o altar da igreja

Onde se ensina o bem

Louvo o confissionário

Onde o padre diz amém.

Louvo seu Nelson Canuto

Viva Manoel de Nenê

Viva o Capitão Durval

E também Mané Vintém.

Louvo o povo de Santana

Cada vez devoto eu acho

Todos herdeiros eternos

Alcançados aqui embaixo.

Louvo a panela de barro

Viva o chouriço no tacho

Só não louvo o cabra frouxo

Mas respeito o cabra macho.

Viva Santana ditosa

Do mestre Padre Aderbal

Louvo Dinarte Mariz

Um político natural.

Viva o papa Jerimum

E o cajado episcopal

Salve o prefeito Burra Cega

E o cabresto do curral.

Palmas pra Mané Panela

A torre do pedestal

Salve o Dr. Iramir

E a farinha eleitoral.

Louvo todos os candidatos

Na política a todo custo

Dos palanques divididos

Das retóricas sem luxos

Vivam todos vira-tripas

Salve todos os pela - buchos.

Louvo o canto do galo

Louvo o ovo e a galinha

Viva o cachorro quente

De Dona Mariínha

Viva o filho de mãe-pobre

E o vereador Paulo Perninha.

Louvo Caicó inteira

Da cabeça até o pé

Viva Chico da Viola

E o saudoso Zé Queté.

Louvo Joaquim dos Pesões

Sua memória muito anima

Salve Maria Alavanca

E a pobre de Punina. 

Viva a horta e o coração

Louvo o sangue de Largura

Palmas pra Cícero de Laura

Conhecido na bravura.

Louvo o feijão com rapadura

E o mel que vem da cana

Louvo a pedra da piscina

E os filhos de Santana.

Viva o começo do século



Escrito por geraldoanizio às 22h03
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           IV  canto

Sob a luz do carbureto

E os casais de namorados

Na pracinha do coreto.

Louvo a remanescente dança

Dos Negros do Rosário

Viva o povo reunido

Lá no Ciclo Operário.

Louvo o laço do vaqueiro

E a graxa do mocotó

Salve a loca do preá

E todo o algodão mocó.

Louvo a água da cacimba

Viva o velho chafariz

Viva o patamar da igreja

E também Jóse Diniz.

Louvo a lamparina acesa

Uma noite clara em lua

Louvo quem veio do sítio

Só pra vir morar na rua.

Louvo a borra da manteiga

E o nome de Ceuzinho

Louvo Amaro Barra Nova

E o meu querido Sequilhinho.

Maria dê-me um beijo!

Quem se atreve nessa prosa

De chamá-los quando os vissem?

Joaquim Doido! Manga Rosa!

Viva o povo caicoense

Todos que fazem esse torrão

Louvo Zé Dias do cartório

O maior tabelião.

Não louvo o tempo vazio

Sem arte não vale nada

Louvo a tela do Rio Branco

E os filmes do Alvorada.

Louvo o Cine São Francisco

Exibindo seu cartaz

Louvo os programas de calouros

Tempos que não voltam mais.

Louvo a sopa do correio

Fazendo todas as paragens

De Caicó à Capital

Num dia só de viagem.

Louvo o Hotel Avenida

O matuto o beiradeiro

Viva o negro Antônio Gago

Na função de cabeceiro.

Louvo o poeta Júlio Câmara

Nilson Brito e Dalvaci

Louvo Pedro Celestino

Todos os poetas daqui.

Glória sempre ao TAEC

Ao Clube dos Trovadores

Não louvo a pena de morte

Quem também sofreu as dores

Impune justiça cega

Rogai por nós pecadores.

Não louvo a palmatória

Lei caduca da educação

Louvo sim a tabuada

A cartilha da razão.

Louvo o rio louvo o peixe

Louvo a vara de pescar

Louvo a pia da igreja

Do cristão se batizar.

Louvo os filhos de Santana

E a mão de se beijar

Louvo o caminhão da feira

Quando chega no lugar.

Louvo um prato de coalhada

Na mesa do Seridó

Tanto come o pobre rico

Como o rico brocoió.

Louvo a tigela de barro

Viva um torrado de mocó

Louvo a bolacha de leite

Com café e pão-de-ló.

Louvo quem não falta à festa

Na cidade de Caicó

Louvo quem veio a cavalo

Só por causa de um xodó.

Louvo um vestido de noiva

Todo feito de filó



Escrito por geraldoanizio às 22h01
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      V  canto

Pena de quem não se casou

Pra ficar  no caritó.

Louvo quem nunca levou

Uma surra de cipó.

Louvo o pobre do sertão

Que também é sonhador

Quem também foi pra capital

Estudar pra ser doutor.

Louvo a folhagem cinzenta

O doce viver daqui

Louvo o Mosteiro das Carissas

E o Castelo de Engady.

Louvo os pobres de Santana

De joelhos pelo chão

Louvo as freiras de mãos postas

Respondendo a louvação.

Louvo a burrinha do padre

E o carnaval do povão

Viva o bloco do lixo

E os bonecos do Magrão.

.Louvo o bloco bafo da onça

Zé Pereira e papangu

Louvo a lúdica corneta

Do simpático Juju.

Louvo o Bairro Acampamento

Viva o campo de aviação

Palmas pra Adjuto Dias

Que comprou um avião.

Palmas para a bola de meia

Quem jogou quando menino

Depois treinou no Walfredo

Disputou no José Avelino.

Louvo a trave louvo a bola

Louvo quem jogou na linha

Quem driblou foi Polidoro

Quem chutou foi Pitombinha.

Louvo o Castelo do padre

O toque do Comandante

Louvo a morada do Bispo

E a Casa do Estudante.

Louvo o soldado de guarda

O gari com a vassoura

O apito de Cornetinha

A ordem do Tenente Moura.

Louvo o Convento das Freiras

No ofício da novena

A cristandade de Irmã Sílvia

De Irmã Sunta e Filomena.

Louvo a moral do coveiro

Cuja norma ninguém foge

Salve o São Vicente de Paulo

E o Cemitério Campo Jorge.

Viva o amigo seu Teódolo

Uma sentinela especial

Seu perfil é uma memória

|No Ginásio Estadual.

Louvo a festa dos Coroas

Pra ninguém botar defeito

Louvo a escova do engraxate

E a cadeira do prefeito.

Louvo o sereno da noite

Louvo a brisa das manhãs

Viva a palha do arroz

E a parede do Itãns.

Louvo sim quem é da terra

E não pode vir morar

Vive bem distante dela

Não esquece o seu lugar

Sente saudade do seu povo

Dele pode se orgulhar

Das coisas que aprendeu

E que até hoje as faz lembrar.

Louvo quem não foi lembrado

Nessa minha louvação

Haja ter sido em Caicó

Também grande cidadão

Peço aqui minhas desculpas

Por não citar de memória

De qualquer forma seu nome

Está escrito na história.

Estou quase no final

Agradeço à atenção

Inda bem que foi rimado

Pra não causar indigestão



Escrito por geraldoanizio às 22h00
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 Louvação  a  Caicó

 

              VI canto

Quem quiser surfar nas frases

Tem toda liberação

Pode se lembrar de fatos

Que eu não me lembrei de mão

Claro! Pode até interagir

A compor esse listrão

Fazendo uma homenagem

Por tamanha consideração

Eu sou mesmo um saudosista

Com muita satisfação

Não nego a minha origem

De ser filho do sertão.

Por mais tempo quero estar

Expressando tal paixão

Por Caicó abro as cortinas

Que fecham o meu coração.

 



Escrito por geraldoanizio às 21h58
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  O Jumento nosso irmão.

搞笑图片

A  moto superou o jumento do sertão! Veloz, prático, acomoda bem e serve de parceiro nas mais difíceis tarefas do camponês. Quem diria que a moto

substituiria o jumento tão histórico?! Em apologia ao jumento Luiz Gonzaga enaltece a figura do jumento. Foi-se aquele tempo em que até Jesus Cristo

usou dele para entrar em Jerusalém. Santos Dumont que também utilizpo o jumento para impulsionar o 14 Bis, não chegou a saber de tais notícias

aberrantes. Ih!



Escrito por geraldoanizio às 16h57
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mar
11

Barragem subterrânea em Serra Negra do Norte é destaque no Globo Rural

Uma solução simples pode ajudar os agricultores do semi-árido a segurar a umidade das águas do período chuvoso. A barragem subterrânea é uma construção rápida e barata que mantém perfeitamente a umidade do solo favorecendo o plantio durante o período da seca. O rio Seridó dá nome à região sudoeste do Rio Grande do Norte, justamente conhecida como Região do Seridó, que é pobre de água, como toda a caatinga. Por isso, barragens são muito comuns e já fazem parte da paisagem.

O município de Serra Negra do Norte foi fundado lá nos idos do século XVIII. Há dez quilômetros da cidade fica a propriedade do agricultor Álcio Batista (foto), onde estava uma equipe da Emater com um trator pela  prefeitura do município.

CLIQUE AQUI para conferir a matéria completa



Escrito por geraldoanizio às 12h49
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               SURGIU  O  TERCEIRO  TOILET

Laerte

ABUZADA!



Escrito por geraldoanizio às 22h57
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     BURRINHA  DO  PADRE

 

     Nos carnavais passados conto do meado de 60 para cá era um sucesso as burrinhas do padre.

Nada mais que um simples balaio velho sem fundo, uma saia cobrindo  as laterais do balaio, um pescoço de madeira e um perfil meio troncho da cara de uma égua. Os carnavalescos, rapazotes, principalmente do bairro Paraíba de onde surgiu, tomavam conta em atemorizar cabra frouxo e amedrontar  moleques e cabras que tivessem medo das tais burrinhas.  Ora, fazia medo de verdade, as burrinhas acompanhavam no princípio o BLOCO DO LIXO, e saiam pulando, dando coices e correndo no meio do povo. Isso sem derrubar ninguém! Pode crer o tormento das pessoas que temiam as burrinhas. Vejam só: na maioria deles, um cabra alto, pulava que só a gangrena, dava coice no vento e corria desembestado de rua abaixo que o pé batia na bunda. O carnaval das burrinhas causava medo à meninada haja vista que, as próprias burrinhas ajudavam no alinhamento do desfile das escolas de samba correndo rua acima, rua abaixo. Não se tem notícia de algo destruidor que elas tenham causado ao público da época. Assim como o Bloco do Lixo,  surgiram  a partir das histórias de animais que transportavam os sacerdotes  às suas ermidas. A criatividade trouxe ao popular por tantas histórias de ligeireza que as burras dos padres tinham  em locomovê-los de uma paróquia a outra. Talvez tenha sido esse o sucesso que certamente o Pe. João Maria abençoaria os criadores pelo folclore seridoense da burrinha de padre

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 12h56
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COCO   DO   SAPO

          Autor:   Geraldo  Anízio

 

O sapo batendo papo

O papo cheio de vento

O sapo dentro do saco

O saco com o sapo dentro

O sapo soltando vento

O vento dentro do papo

O papo pra passar  tempo

O tempo  pra fazer papo

 

O saco vazio dentro

Sem  sapo pra bater papo

O sapo cheio de tempo

O vento  fora do  papo

O vento corre pro saco

O papo começa  lento

Do sapo dentro do saco

O sapo pegando vento

 

O sapo não tem mais saco

De ficar no saco dentro

Nem saco pra bater papo

Só papo pra perder  tempo

O sapo fora do saco

O saco cheio de vento

O vento só faz o papo

Se o sapo tiver dentro.

 

O sapo com outro sapo

Só sapo tem esse saco

Amarre a boca do saco

Pra  não sair esse sapo

Agora vai ser mais vento

Pra poder encher o papo

Do sapo que tava dentro

Do outro que foi pro saco

 

Dois sapos dentro do saco

Nenhum pode dar pitaco

É só começar o papo

Quem puxa é outro sapo

O vento que tá no saco

Não dar pr’sse batepapo

O vento que sai dum sapo

Dá pro outro bater papo.

 



Escrito por geraldoanizio às 11h25
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