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Blog de Geraldo Anizio Caicó


                              Minha Poesia

                                   Geraldo Anízio

 

Apresento aqui minha poesia

Escrita sobre as notas dessa lira

O doce que lambusa os meus versos

É tão doce como o mel da jandaíra.

Eu escuto o canto das seriemas

Nos mofumbos, plantados nos estradais

E os meninos correndo atrás  da lua

Na divisa da parede dos quintais.

Cada palavra é um estrondo murmurante

Sacudindo a poeira do meu sertão;

E as folhas cobrem a terra tão queimada

Se ardendo feito gente pelo chão.

Vem boi bonito ruminar a baba santa,

Que semeia a luz dos castiçais

E, na cacimba vejo a clara água benta

Lavando as almas das eternas catedrais.

O meu verso, é simples e, complacente;

Como a flor brotada no cumaru

Sinto a lágrima correr pela madeira

Quando bate o machado no mulungu.

Vem me encher musa libérrima

Dos marmeleiros nas asas da juriti;

Se não vês, porque estou ao sol ardente

O mesmo sol que nasceu meu Sabugi.

Traz-me o tinido acústico do lajedo

No rebento do poeta iluminado;

A asa branca não resmunga meu olhar

Vendo a secura do pereiro torrificado.

Quem me dera eu ficar a vida inteira!

No galope do meu verso cadenciado

Eu só trago a vontade que é eterna

De ficar pra sempre junto ao teu lado.

 

 

 

 

 



Escrito por geraldoanizio às 21h59
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