Miscelânea Política
As frutas e os legumes, nada têm a ver com os problemas alheios. Mas não era de se esperar para os criativos, principalmente, da política, inventarem as tais metáforas ecológicas. Aí também não faltaram os nomes das quais se casaram muito bem, com os assuntos a serem tratados por outrem. A palavra abacaxi caiu bem! Agora eu só queria saber quem vai descascar esse abacaxi!Esse abacaxi está de lascar o cano! A pessoa que pegar esse abacaxi está apurado! Talvez por ser uma fruta cítrica ou ácida ,ou por parecer uma fruta exótica e chata de se descascar. Será que foi isso? Quem já pegou numa batata quente assim que sai do fogo? Não há quem a suporte na palma da mão. Certamente fora isso que deu margem a ser criada as tais metáforas.
Puseram uma batata quente nas mãos do diretor!Agora querem jogar a batata quente pra cima de mim!A situação varia dos múltiplos problemas. O pepino não dera pra fugir da regra! Quem criou o pepino, que agora descasque sozinho! Aquilo está um pepino que eu vou dizer!A palavra “pepino”virou atributo de coisa difícil de se resolver.O que tem a ver o legume com as coisas que o homem cria? Por que laranja? Pensando bem, a laranja ingere-se o sumo e depois descarta o bagaço fora; Talvez seja por isso que o nome tenha dado tão certo. Ele é laranja de fulano! Aquele lá, é o laranja de sicrano. Da para se acreditar em tais nomes os quais sugerem especulações até exóticas como é o caso da “Banana”? Fulano deu bananas para o público. Está aqui pra ele!A banana, coitada, essa passou de fruta para expressão pejorativa de imoralidade sexual e de caráter estrambótico.
O melhor disso tudo, é saber que o abacaxi, pepino, batata, banana e laranja, não podem faltar no cardápio brasileiro; não é de se pensar que de vez em quando, fazem salada por aí em tudo que é de lugar. Isso está uma salada que eu vou dizer! Pior é o paladar de quem atura a tais sabores para suportar indigestas refeições. Nessa saga naturalista, somente os vegetarianos ficam de fora. Será?
METAMORFOSE
Geraldo Anízio
Tranquei para balanço minha vida
Em busca de ter mais estima;
Assim fora tão única saída,
De entrar numa reforma íntima.
Como é difícil esse exercício pessoal!
Se lapido cada falta num açoite...
...e a mudança aparece gradual,
Ninguém pense que é do dia para noite!
Transubstancio em espírito novo
Um corpo que estivera inerte,
Na mais sincrônica análise!
...E aquele velho corpo estorvo...
Tão perto agora do celeste,
Em transparência com a psicanálise!